domingo, outubro 01, 2017

segunda-feira, setembro 25, 2017

Sobre masculinidades

Joelho ralado, tubaína e amor platônico
Ou
Ser menino na periferia de SP das décadas de 80 e 90

Era uma vez a periferia de São Paulo nas duas últimas décadas do século XX.  Não, espera! Vamos começar de leve pra não perder o leitor no primeiro parágrafo desta crônica.
Neste momento estou escrevendo ao som da música “Era uma vez” na voz de Kell Smith, uma das músicas mais tocadas no fim do inverno e começo da primavera de 2017. A música parece que se baseou naquela frase da Clarice Lispector “Queria voltar a ser criança, porque os joelhos ralados curam bem mais rápido que os coraçoes partidos”.
Confesso que a música é muito dolorida. Tão dolorida que chega a ser bonita de arrepiar. E em meu caso, menino pobre da Zona Leste de SP, suscita lembranças de uma vivência pesada nas décadas de 80 e 90. Aqui não irei falar de tiro, drogas e outras violências físicas, que apesar dos pesares esses fatores ainda eram possíveis de se esquivar.
Quero falar de violência emocional, que é o assunto da música. É que em nosso caso, em sua maioria, sem a figura paterna, pobre, de bairro carente e criado em um sistema machista, a situação era bem pior do que um joelho ralado. Primeiro as lágrimas eram proibidas em qualquer caso: machucado, surra da mãe ou da avó, briga na rua e na escola, amor platônico e etc. Incrível que esta imposição quase natural nos impedia o choro até quando estávamos sozinhos. Parecia que estávamos sendo vigiados. Eu mesmo tentava mas não conseguia. O choro não passava da garganta, parecia que havia um nó ali e eu era obrigado a fazer aquilo que a minha mãe dizia: “Engole o choro”. Um pouco sobre isso eu falo em meu romance infanto-juvenil quando o personagem Artur apanha da mãe que não satisfeita da surra dada em seu filho ainda pergunta: “Que foi, quem vê pensa que arranquei as tripas”.
Antes as tripas fossem arrancadas. Doeria muito menos do que toda aquela violência emocional, pois muitas vezes aquelas peripécias que causavam a surra eram resultados da falta de uma referência masculina para dar instruções e indicar caminhos. Aprendíamos tudo por nossa conta, na raça, na brutalidade mesmo. Eu lembro da primeira vez em que meu corpo e minha mente deram sinal de que eu estava virando homem (e aqui, esse “virando homem” tem mesmo aquele sentido machista). Antes as meninas passavam por mim e eu nem aí. Inclusive não conseguia entender por que meus amigos maiores sempre viravam o pescoço. Não me apetecia. Aí, eu com 12 anos, comecei a reparar no corpo delas. E em um dia, tomando banho, comecei a me tocar. Fiquei assustado com meu orgão sexual reagindo assustadoramente. Voltei do transe com a mão pesada da minha avó batendo na porta do banheiro: “Vai morar aí, moleque?”.
Rapidinho perdi a ereção. Fiquei achando que estava sendo vigiado e me senti culpado. Mas passei o dia sentindo que faltava alguma coisa. No fim da tarde, quando cheguei da escola me vi escondido num canto da casa com uma revistinha de mulher pelada que peguei sorrateiramente debaixo do colchão da cama do meu tio. Saiu de mim aquilo que estava me deixando agitado e inquieto o dia todo. E somente depois disso é que sosseguei. Naquele dia, apenas. Porque durante uma semana eu fiquei com o corpo quente e tendo ereção o tempo todo. Achei que tudo aquilo era feio e vergonhoso. Faltou alguém pra me dizer que não, que eu podia aproveitar, que era normal e pronto. Contei meu caso de puberdade que perto de outros até foi bem tranquilo. Eu tive amigos que foram levados para puteiros e obrigados a transar com mulheres de 30, 35 anos. Tinham que provar para o pai, o tio ou para o irmão mais velho que eles gostavam daquilo e que não eram “viados”. Alguns conseguiam por estar ou ter passado da puberdade. E os outros que ainda não haviam despertados? Era o fim do mundo. Tínhamos a necessidade de demonstrar macheza o tempo todo: em casa, na rua, no futebol, na bolinha de gude, nos pipas... Relação com as meninas só se estivesse “catando” elas. Do contrário alguém falava que você estava querendo brincar de boneca. E então você era execrado: Seu bicha! Viado do caralho!
Isso era o de menos. Às vezes você era surrado ou tinha que pagar tubaína pra rua inteira.
Uma vez descobriram que eu estava apaixonado por uma menina da igreja evangélica que tinha em minha rua. Aí ficaram me encorajando: “Vai lá, Mirão! Cê é homem ou não, porra? Chega chegando, caralho!
Eu não queria estragar aquilo que eu sentia, de tão lindo que era. E nem queria assustar a menina que, talvez nem soubesse do meu amor platônico por ela. Mas me intimidaram. Foi aí que eu perdi a oportunidade de ficar calado. Cheguei chegando! E afastei ela de mim. Cumpri com a missão de demonstrar que eu era homem, e perdi a chance de viver o meu primeiro amor adolescente. Ninguém merece essas violações. Ser criança e adolescente, na intensidade, é um direito humano. Mas nós, que vivemos nesta época, e eu tenho propriedade pra falar, tivemos esses direitos violados em todos os momentos.
Éramos jogados na selva de pedra, pelados, sem dinheiro, sem proteção e com um corredor cheio de brutamontes armados de porretes pra dar em seu corpo durante a passagem.
Eu passei por este corredor. Sou um herói. Sobrevivi, mas confesso que trago comigo algumas marcas. Chorar de verdade até hoje eu não consegui, nem mesmo quando perdi o meu irmão assassinado. E ele merecia as minhas lágrimas. O abraço em minha mãe e um “Eu te amo” demorou pra sair. E a desconfiança no mundo me faz ser vigilante o tempo todo.

Por isso prefiro dizer que, apesar das alegrias e da inocência, prefiro um coração partido que os vários joelhos ralados da minha infância. 

quarta-feira, setembro 20, 2017

Literatura e Paisagismo

15ª intervenção do Projeto Literatura e Paisagismo - Revitalizando a Quebrada.
Dessa vez foi na E.E. José Papaiz em Suzano, onde a escola adotou o meu 7º livro "Brechó, Meia-noite e Fantasia".
Parabéns aos professores envolvidos na leitura do livro. Parabéns coordenadora Ana Caló, por ser visionária.
Com este projeto estamos mostrando aos alunos que leitura não é somente o livro. Aqui nós temos um conjunto: livro, grafite, intervenção e revitalização do espaço, teatro, conversa com o autor, oficina de fanzine e sarau.

Ideia, textos e concepção: Escritor Sacolinha
Artistas urbanos: Vander Che e Todyone 







segunda-feira, agosto 21, 2017

Entrevistas inéditas

Salve!
O canal de entrevistas "HÃM" publicou dois vídeos sobre a minha carreira e sobre a intervenção "Literatura e Paisagismo - Revitalizando a Quebrada" na EMEF Jd. Bartira.
Se estiver de boa, cicla e assiste. Vai valer a pena.

1ª parte


2ª parte

sexta-feira, agosto 04, 2017

Crítica Literária

E o meu mais recente livro de contos recebeu a sua primeira crítica. Clique aqui para lê-la.

quinta-feira, agosto 03, 2017

Literatura e Paisagismo

Revitalizando a Quebrada
E o projeto que começou em maio deste ano continua à mil. Não só revitalizando, mas também, provocando a quebrada.
Assista um pouco do projeto na matéria da TVT. Clique aqui.

sábado, maio 27, 2017

Comunidade do Conto

A próxima edição da Comunidade do Conto já é na semana que vem. Vamos?

sábado, maio 13, 2017

Trajetória Literária

Saudações literárias, povo!
A próxima edição do Trajetória Literária será no dia 22 de junho, às 20h, com o cabra arretado Marcelino Freire.
Anota aí na agenda.
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano - SP
Informações: (11) 99526-3561 Vivo/Whatsap


terça-feira, maio 02, 2017

Projeto novo na área!

Traficantes, policiais e políticos corruptos
não descansam e eu também não!

Agora em maio, inicio no Jd. Revista, Suzano -SP, um projeto de literatura e paisagismo que vai revitalizar os bairros das periferias por aí. 
Vou usar muitas tintas e mudas de árvores de calçadas. Por favor avisem-me aqui dos lugares onde eu consigo esses itens por um valor mais em conta, ou até mesmo doação/patrocínio. O projeto é totalmente independente. Dependendo da quantidade vou buscar em qualquer lugar da Grande São Paulo.
As tintas podem ser até aquelas que sobraram da reforma ou que estão perto de vencer, acrílica, latex e spray.
As mudas de árvores podem ser qualquer uma.
Aceito ainda rolos, pincéis e outros itens úteis para pintura.
E quem quiser contribuir diretamente pode fazer adquirindo qualquer livro meu, aqui no blog, no link "LIVROS DO AUTOR - Compre aqui"


Então bóra, contribuir para vidas com mais qualidade?

terça-feira, abril 18, 2017

Trajetória Literária

Trajetória Literária está de volta!
O projeto consiste na vinda de escritores nacionalmente conhecidos para falar com o público leitor sobre sua trajetória, seus projetos, livros e afins.
O convidado desta primeira edição é o poeta Sérgio Vaz, criador do sarau da Cooperifa.

sexta-feira, abril 07, 2017

Próximo Sarau

No feriado de Tiradentes tem Sarau aqui em Suzano. Marca na agenda pra não esquecer.


sexta-feira, março 24, 2017

Não mexe comigo...

... que eu não ando só!

Hoje fui até a E.E. Vila Iolanda IV, em Guaianases, Zona Leste de SP, para dar uma palestra pra cerca de 400 alunos e professores.

Dei as minhas melhores respostas às perguntas da plateia, porque me senti respeitado e admirado por eles. E pensar que antigamente só o traficante tinha esse privilégio na periferia.
Tô me sentindo o tal.
Não mexe comigo não.















segunda-feira, março 13, 2017

Palestras da semana

Amanhã, terça-feira, estarei no bairro onde eu fui criado. Salve Cidade Líder, Itaquera, Zona Leste de SP!


Nesta segunda-feira tem literatura na escola em dose dupla!


quinta-feira, março 02, 2017

Oficina no Albergue

Gosto mesmo é do trabalho de base. De comer pelas beiradas. Depois, o bote no recheio é certeiro.
Ontem, quarta-feira, iniciei um trabalho de mediação de leitura e escrita criativa (via SP Leituras) para os moradores do albergue Jaçanã - Centro de Acolhida II, na Zona Norte de SP.
E esse trabalho de base vai dar resultados. O mês de março promete. 




sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Nova entrevista

Quer ouvir uma ideia dá hora, sobre literatura, cultura, questão racial e política? Então ouve essa entrevista fresquinha que dei para o site Hip Hop sem maquiagem. É só clicar aqui.


segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Resenha!


O amigo, leitor e escritor, Alba Atróz, fez um texto sobre a sua experiência com a leitura de "Brechó, Meia-noite e Fantasia".
Vale a pena a leitura.


LEITURA ANALÍTICA E SUGESTIVA DE “BRECHÓ, MEIA-NOITE E FANTASIA”, de Sacolinha.
(Constructo de Alba Atróz – 12 de fevereiro de 2017)

Olá! Como vai? Peço licença pra partilhar algo contigo. Acabei de ler mais uma forte presença literária de Sacolinha. Está bem patente no recém lançado “Brechó, Meia-Noite e Fantasia”. Obra nascida e criada em circunstâncias que tem tudo a ver com o respeitável engajamento cultural do autor. 
Isso mesmo! Escrita à luz de conversas e debates travados entre ele e participantes do seu famoso e vitorioso projeto intitulado “Comunidade do Conto”, inspirado, em partes, pelo mesmo ideário precursor do “Clube do Conto da Paraíba” que, em João Pessoa, deixou de discutir virtualmente para discutir pessoalmente, em encontros marcados, a grande arte de escrever tal incrível gênero textual, composto, sem citar mais características peculiares, por narrativas breves e concisas, a coletânea “Brechó, Meia-Noite e Fantasia” - nome doado por um pesadelo que a esposa de Sacolinha, a poeta Landy Freitas teve - simboliza, depois de um hiato de três anos sem lançar “nada”, entre aspas, é claro, a volta do autor dos já consagrados “Estação Terminal” e “Graduado em Marginalidade”, entre outros. Com 11 vertiginosas narrativas, dedicadas, em particular, à sua filhinha bebê, esta sucinta obra ressalta, em ritmo de causos, os traços da vida cotidiana na periferia, assim como, num momento autobiográfico, revela suas angústias quanto escritor-ser humano, sujeito às mesmas dificuldades, como qualquer outro, em cumprir metas tratadas, impostas ou sugeridas a ele. Seu bloqueio diante do “espelho temático”, por exemplo, que acaba revelando-lhe o esquecimento de si próprio em função dos outros, é um dos escritos reveladores. Assim como quando uma temática lhe instiga a seguir o exemplo de Zola e ir buscar, em outro espaço social que não frequenta, mas tem consciência que existe, as ideias necessárias para realizar sua tarefa de escrever. Sacola vai revelando então, num desabafo, suas frustrações, suas limitações e/ou decepções quanto escritor, quanto ser humano, e como se pode tirar proveito de tais situações e dar a volta por cima diante das dificuldades, ensinando que, de alguma maneira, tudo pode servir de experiências em prol do crescimento pessoal da gente. É na sensação de que o hoje não é tão inspirador assim, que o autor percebe o momento de romper e fugir do caos, dos gritos, da ganância, do desespero, da arrogância, do tumulto atual, de multidões desorganizadas, recorrendo à digressão aos bons e velhos tempos, até às peladas da infância que acabam sendo mais produtivas para ele do que a banalização e a falta de simplicidade oferecidas no momento contemporâneo. 
É importante ressaltar, antes que me esqueça, que o trabalho de capa, que sugere as costuras de uma vida desalinhada, de uma vida desgovernada, barateada e corrompida por uma máquina de um sistema corrupto, viu, atroz, hipócrita, que, sem novidades para quem tem senso crítico, mas revelador pra quem não tem, aliena e força as pessoas serem puxadas, tragadas pela prostituição e as drogas, pra terem seu sustento, pra tentarem existir de qualquer maneira, ficou por conta de Leonardo Mathias. E lindo é o prefácio ou introdução de Carrascoza o que já é muito revelador, sucinto e instigante à correr logo as páginas desta nova obra e, descobrir ainda, surpreendentemente, que antecedendo cada conto há as interpretativas ilustrações de Iberê Rodriguez, por sua vez, contribuindo significativamente, enriquecendo ainda mais o afresco, impactando assim o leitor que viaja em expressivas gravuras que recebe "catarticamente” à porta de cada narrativa de Sacola. 
Vale lembrar que a imaginação popular está forte no livro, assim como a dor de ser invisível, de se viver sob duras escolhas, de ter que se levantar das cinzas, de se reinventar para conseguir subsistir; toda a dificuldade de manter os sonhos acesos, na ausência de qualquer apoio, personagens que vivem sentimentos que implicam relacionamentos diversos, que resultam em problemas que poderiam ser evitados se os sujeitos fossem melhor amparados e respeitados, ajudados, por assim dizer. Sacolinha, e é do seu feitio fazer isso, toca em feridas, suscita a ironia e a forte reflexão em seus contos. Fala do apego a objetos que, embora tenham determinado valor, passam, exageradamente, a valer mais que o humano que, por sua vez, se vê trocado pela matéria, numa vida de acúmulo compulsivo. Relata um desejo infame que um pai sente por sua filha. O ente se pune, entende que precisa ser castrado antes que cometa a bobagem de dar corda ao incesto. E Sacola segue descrevendo de que forma as pessoas são acolhidas sem condições, se apertando, em lutas travadas contra si e contra os outros, para se realizarem, para se tornarem, sobretudo, serem. A descoberta do amor de um migrante poeta e uma linda suzanense que, em seus devaneios, transforma-se em uma lenda, é de uma sensibilidade incrível, fantástico. Sem falar do momento da redescoberta de um prazer de infância, aguçada por dois adultos que não se esquecem nunca desses bons momentos de tal período marcante e incentivam os que mataram dentro de si o áureo período, a ressuscitarem e deixarem de ser "adultos sepulcros". A questão polêmica que exige reflexão. A gravidez indesejada, as ambições, os projetos, os anseios que culminam na morte dos nascituros como solução para ser feliz dentro de um sistema que aliena e força-nos a aceitar suas condições impostas. A desmoronada prepotência, autoconfiança e autossuficiência de um pedreiro em seu arriscado ofício. O trauma de infância de uma personagem doente; a alienação, a reprodução da violência doméstica e a entrega aos justiceiros que lhe batem à porta para que, com um linchamento, ele, sempre incapaz de encarar de frente seus opressores, se liberte tragicamente dos seus medos de enfrentar os machucados que lhe pesavam desde cedo na vida. Além de tudo, na passarela do Samba que se traiu e se corrompeu, a superação da frustração, do ganho de auto estima, a certeza de uma sonhadora e traída “rainha de bateria" de que o mundo dá voltas e que podemos aprender com nossos erros e podemos ter uma nova chance pra dizer não a algo que antes diríamos sim, pois passamos a ter o poder de escolhas que antes não tínhamos, mas, com muita luta, conquistamos. E encerrando, a descoberta íntima de três amigos com nomes homônimos ao da nova obra, acusados e encurralados pela hipocrisia social, quando não por erros ingênuos, corrompidos por lobos capitalistas, até conseguirem descobrir, num triângulo de afeto, em seus estreito abrigo compartilhado, a fuga das aflições e da sensação de “despertencimento” de um imenso e maldoso mundo exterior.
Enfim, em últimas palavras, é claro que o que eu escrevi aqui é apenas minha experiência pessoal, minha interpretação de “Brechó, Meia-Noite e Fantasia”. Tenho certeza que a sua pode ser bem mais interessante, ampla e profunda, caro leitor. Te desafio. Abraços!

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Palestra dessa semana

A EMEF Jardim Bartira, no Itaim Paulista, Zona Leste de SP, vai iniciar um projeto que pretende movimentar toda a escola. A professora Josiane da Sala de Leitura e a coordenação pedagógica me chamaram para dar o ponta pé inicial neste grandioso projeto. Então fui lá, hoje pela manhã, pra conversar com os 22 professores envolvidos no projeto. E como foi gostoso sentir o envolvimento de todos, principalmente quando percebi que falávamos a mesma língua. Foi empolgante e acolhedor que até acabei passando da hora e atrasando o outro compromisso. Todo mundo ali ficou feliz, inclusive uma funcionária de uma empresa terceirizada, que estava fora da sala e prestando atenção a tudo o que eu dizia. Não pensei duas vezes e chamei-a para entrar. Foi dá hora. E o legal é que este foi só o começo. Em março eu volto lá pra falar diretamente para os alunos, que já terão lido o meu romance infanto-juvenil "Peripécias de minha infância". Então, como dizem por aí "mês de março, vem nimim", rs.





Sarau LiteraturaNossa

Na próxima sexta-feira tem nosso tradicional sarau aqui no Jd. Revista, em Suzano - SP.
Vem, porque vai ser dá hora! Pode apostar.


segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Sessão de autógrafos

No próximo sábado estarei no Centro Cultural São Paulo, para mais um lançamento de Brechó, Meia-noite e Fantasia". Vamos?

Clique no cartaz para ampliar

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Palestras nas escolas

Fevereiro e março são os meses mais propícios para eu ir às escolas. Depois disso minha agenda fica complicada pois começam as viagens e os compromissos onde mais me demoro. E é justamente aí que chove de convites das escolas. Como a palestra é gratuita só faço uma por semana e infelizmente tenho que dispensar muitas escolas.
Então, o momento é agora, tanto para a palestra quanto para deixá-la agendada. A prioridade é para as escolas que têm sala de leitura ou algum projeto literário, qualquer que seja. Se precisar tenho a descrição da palestra e de como funciona. Manda um email: sacolagraduado@gmail.com

PS: Como eu disse acima, a palestra não tem custo, mas precisa de dinheiro para a compra de livros.

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Poesia e Grafite

Recebi pelo whatsap. O amigo Todyone andou rabiscando a escola estadual Salim Farah Maluf, na Cohab Jose Bonifácio, Zona Leste de SP.

São duas pequenas poesias minhas. E tem outras poesias também. Em tempos cinzas e violentos os alunos dessa escola serão recepcionados por cores e poesias.
Viva Todyone, Viva a direção da escola.