sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Vídeo Provocações

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Vídeo Museu da Pessoa

Queridos, este é um depoimento que dei para o Museu da Pessoa. Tá no youtube, mas você também encontra no site do projeto, aproveita e já assiste outros vídeos: www.museudapessoa.net

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Outro livro

Pessoal, quero hoje indicar um livro contemporâneo. Trata-se da obra do amigo Robson Canto - "Noite adentro" lançado em 2007 pela Edições Toró, com apoio do VAI.
Para indicá-lo, vou utilizar o prefácio que fiz para o livro.
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Prefácio do livro Noite adentro
O bom livro é aquele que estraga o leitor. É baseado nesta afirmação quase unânime entre os autores, que venho avaliando as minhas leituras. Quando fecho um livro e sinto algo me corroendo, uma gastura ou um nó na garganta significa que ele é bom. E digo que assim fiquei, ao terminar a leitura desta obra, ora cheia de detalhes, ora cinematográfica. O que mexeu comigo foram os romancetes escondidos n’alguns parágrafos, tal como o namoro adolescente debaixo dos lençóis, o vinho que se bebe feito gente grande, os "bicos" que se faz para garantir o lanche do passeio com a namorada, os apelidos, os acampamentos sem juízo de fim de semana, as paqueradas em sala de aula, os bilhetinhos, e etc e mais e mais. Aí está: senti uma saudade dolorida desse tempo. Então pensei cá; "Merda, mas eu só tenho 24 anos". Foi aí que veio a angústia, eu assim, tão novo e com grande saudade desse tempo que ainda tá tão perto? Confesso que essa angústia molhou meus olhos. Mas há muitas outras coisas neste livro que mexe com a gente de forma mais triste; tipo o preconceito, a falta de perspectiva, amigos que morrem de HIV ou de tiros, necessidades mil e outras decepções. Temas que estão batidos, mas que contado por quem viveu torna-se diferente. Ao fechar esta obra percebi que ela mexera comigo. Eita que livro bom pra ser lido com calma, e relembrar, talvez com azedume, dos nossos bons tempos sem grandes responsabilidades. Mas pra isso, o leitor não pode lê-lo no ônibus ou no trem como faz o próprio Robson Canto, pois um bom livro é pra ser lido em casa, e de preferência, noite adentro.
Sacolinha!
para adquirir o livro entre em contato com o autor: http://www.robson-canto.blogspot.com/

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Mais fotos da Navegação

Agora para finalizar e cumprir a minha promessa, seguem as últimas fotos da nossa experiência no Rio Tietê. Essas imagens foram feitas pelo celular do Cákis. Confira:

Visão do bloqueio - água-pé

O Rio que por aqui ainda não fede, porque o que fede são as empresas

Eu e o cordelista Denivaldo
Esse Negrão é o Cákis, escritor e poeta Olha a Canoa aí Essa foi a nossa churrasqueira improvisada, não tem brasa melhor
Enquanto a carne assa, a gente descontrai
Aqui é o momento em que o Seu Aníbal (morador da várzea do rio) atravessa a gente para a outra margem
Indo embora achei uma fonte de água limpa que fica à 10 metros do rio

Nem perdi tempo, bebi água e lavei o rosto

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Os vídeos prometidos

Seguem abaixo alguns vídeos do dia em que naveguei o Rio Tietê junto com mais dois amigos a bordo duma canoa de garrafas pet. Não sei se é o meu computador, a internet ou o celular que filmou, mas os vídeos estão com as imagens ruins, o áudio está bom.
Não se preocupem com as risadas estranhas do Cákis, é que ele estava sem remar, por isso filmava e ria, na gozolândia.
No site do youtube tem mais, aqui só postei quatro vídeos.
Apreciem com moderação.
Sacolinha!!!

Indicação

Achei, finalmente encontrei. Desde 2004 que procuro esse livro. Fábulas de ouro. Nele encontram-se 12 contos clássicos: Peter Pan, Bambi, O Gato de Botas, Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, João e Maria, entre outros. Desde que comecei a ler que procuro livros com esse conteúdo. Eles passam uma magia que não se encontra nos livros de hoje. Só mesmo lendo.
___________________________________________ Anota aí: Fábulas de ouro Editora: Maltese - 1993 12 histórias

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Agradecimento

Esse post é um agradecimento aos leitores que acessam diariamente esse blog. Recebo dezenas de e-mails que mostram que esse veículo tem um grande número de acessos. Agradeço também ao Robson Canto e a turma do Ação Cultural da Biblioteca Monteiro Lobato da cidade de Guarulhos, na pessoa da Marli e do Angelo Macedo. Valeu por manterem esse blog no ar, através dos inúmeros acessos.

Leitura e suas peculiaridades

Essa semana que passou foi muito produtiva. Além da oficina de leitura que ministrei para cerca de 50 educadores, ainda visitei as bibliotecas públicas das 11 cidades que compõem o Alto Tietê. A oficina que ministro duas vezes ao ano para os funcionários da rede municipal de ensino de Suzano é contratada pela Secretaria de Educação através da FUNEP (Fundação de apoio à pesquisa, ensino e extensão). De todas as turmas que passaram por essas oficinas, essas duas de agora foram as mais heterogênias. Participaram professores, advogados, merendeiras e agentes escolar. Cada um com o seu credo, sua opinião e seus problemas. Logo no primeiro dia ouvi uma merendeira comentando baixinho para uma amiga: - Só escolhi essa oficina porque é a única que pode me agradar. E se eu num gostar, amanhã eu não venho. Bom, o fato é que tinha mais de 50 oficinas, e a danada da mulher escolheu logo a minha. Que ótimo, né? A senhora ali, a princípio inofensiva, e vindo só porque era obrigada, escolheu uma oficina que ia tratar do tema "leitura". Grande progresso. O fato é que ela voltou no segundo dia da oficina, e na avaliação final resolveu assinar o nome. Disse só coisas boas e que a oficina superou as suas expectativas. E não foi só ela não, todos, sem excessão, gostaram da oficina. O único ponto negativo que teve foi sobre a duração de 8 horas. Queriam mais. E pela segunda vez desde que eu ministro essa oficina, fizeram uma observação: poderia ter mais dicas de como incentivar a leitura para as crianças em sala de aula. Dica mesmo só tem uma: Disposição. Se não houver vontade não há resultados. O fato é que trabalho com o incentivo à leitura para crianças, adolescentes e jovens, e que nem todos que estão ali buscam isso, alguns querem incentivar os próprios filhos e outros a si mesmo. A Flávia, uma das coordenadoras desse processo de formação continuada, sempre liga pra mim dizendo que a minha oficina é a mais concorrida. Fico grato e feliz não por mim, mas pelos livros, já que poucos querem trabalhar com isso realmente. E na minha oficina até hoje ninguém veio para passar o tempo, todos têm interesse pelo assunto. E essa última foi bem complexa, porque trabalhamos muito com a interpretação do texto, de forma física e psicológica. Trabalhei com contos de James Joyce e Guimarães Rosa, poesias de Fernando Pessoa, Antero de Quental, Solado Trindade, Antônio Gedeão, Casimiro de Abreu, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira. O negócio foi puxado. No primeiro dia ainda dei lição de casa. Ninguém reclamou e com excessão de duas professoras, todos fizeram direitinho a sua "homework". Pra encerrar os dois dias, nada melhor que uma colher de chá para esses alunos. Então desenvolvi a dinâmica da roda de poemas, com poesia, cantigas de roda, música e dança. Eu, além de recitar fiquei no pandeiro, que tô aprendendo a tocar e muito bem. Queria aproveitar e falar um pouco das visitas às bibliotecas aqui da região. Todo início de semestre eu faço uma visita nessas bibliotecas públicas para articular projetos em parceria com a Associação Cultural Literatura no Brasil e para doar as publicações da Prefeitura de Suzano, onde eu trabalho. É sempre a mesma coisa, marasmo total. Só que dessa vez eu fui com a esperança renovada, pelo motivo de algumas cidades terem trocado seus prefeitos e secretários de Cultura e/ou Educação. Com o perdão da palavra, continua a mesma bosta. 1- Bibliotecas fechando no horário de almoço ou fechadas sem motivo; 2- Funcionários sem educação e que não param de lixar a unha nem pra dar bom dia pra quem chega; 3- Bibliotecas vazias; 4- Sem bibliotecárias; 5- O cidadão não tem acesso direto aos livros. Inúmeros são os problemas dessas bibliotecas que afastam cada vez mais o leitor. E já é comum nos meses de janeiro, fevereiro, julho, agosto e dezembro, as bibliotecas ficarem vazias. Isso se deve à herança maldita de que a biblioteca é somente para pesquisa, por isso esses meses os alunos das escolas não vêm aqui porque não tem trabalho para fazer. Então significa que agora, com a democratização do acesso à internet, a biblioteca ficará eternamente vazia, já que temos muitas ferramentas de pesquisa on line? É isso mesmo que está acontecendo, não se criou políticas de incentivo à leitura de textos literários nas bibliotecas, cadê os eventos, cadê as palestras de escritores dentro da biblioteca?
Assim não vai! Não dá jeito! Isso é um desserviço à população! As bibliotecas comunitárias estão muito melhor do que as públicas, mesmo sem apoio nenhum do poder público. Como não gosto de ficar sentado, vendo esses descasos por aí, vou articular todos os membros da Associação Cultural Literatura no Brasil para conversarmos com os prefeitos e secretários desses municípios. Do jeito que tá não dá para continuar. No mais, quero lembrar á todos os envolvidos com projetos de leitura, que a associação de literatura aqui de Suzano está à disposição para o que precisar. Basta enviar um e-mail para: literaturanobrasil@bol.com.br ou ligar para: (11) 4749-0384 - Francis Gomes. Abaixo segue algumas imagens da oficina com os professores. Saudações literárias!
Oficina da tarde - 22 inscritos
Professora e advogada
Professor Jônathas, segunda vez que participa de uma oficina minha
Momento da Roda de Poemas
Oficina manhã - 23 inscritos
Botei todo mundo pra trabalhar que o serviço não é mole
Olha eu no pandeiro aí gente
Bóra dançar uma valsa
Esse aí de azul claro é professor de educação física, e deixou de participar de várias oficinas ligadas à sua área para participar da oficina de leitura. Ponto pra Literatura.

Conto com títulos...

O amigo e poeta Sérgio Vaz resolveu fazer uma brincadeira que virou conto. O danado pegou alguns títulos de livros que foram lançados nos últimos anos e fez uma bela história. Leia na íntegra:
A Poesia dos deuses inferiores - Sérgio Vaz
*baseado em fatos que não aconteceram, mas que poderiam ter acontecido facilmente
A Guerreira em questão morava no topo da favela, lá, onde subindo a ladeira mora a noite, e chegava do trabalho lá pelas dez. Um ônibus lotado, mais o que doía mesmo era o trem. Chegou em casa e o suposto marido, graduado em marginalidade já estava louco de cachimbo, na cidade de Deus onde todos foram esquecidos, o nóia era conhecido como colecionador de pedras. Um dia já foi trabalhador, mas... Pensamentos vadios é foda. Elizandra já não suportava mais essa vida, mas não se sabia porque vivia pelo vão da felicidade, enquanto o desgraçado do Ademiro vivia na fortaleza da desilusão. E assim, viviam a vida queninguém vê. No sábado, hoje é quinta, ela vai matar o desgraçado, só que ela ainda não sabe, nem ele, por isso seguia sobrevivendo no inferno no seu castelo de madeira noite adentro planejando o assassinato. Pronto, já é sábado -resolvi cortar a sexta-feira e partir direto para os acontecimentos. Quando Elizandra chegou, moída do trabalho, encontrou novamente o traste bem louco na cadeira no canto da cozinha. A casa estava imunda, um quarto de despejo. Foi a gota D´agua. Ela o matou com o tiro bem no meio da cabeça. Foi assim: Há alguns dias ela tinha conseguido um revólver emprestado de um admirador, que não via a hora do nóia se mudar do Capão pecado para ele logo se entocar na goma do malandro. A Guerreira já chegou decidida, o zóio estava pegando fogo, vixe, ela era o próprio manual práticodo ódio. Chegou no barraco às cegas, mas qualquer um podia sentir o rastilho da pólvora que ela trazia no olhar. Estava ali, de passagem, mas não a passeio, e pensando que cada tridente em seu lugar, ou seja, ela feliz, ele a caminho do inferno. Já podia vê-lo no cemitério no buraco do terrão, tipo desenho de chão. Ela o chamou pelo nome: -Ademiro, vou te dar uma letra. Ele olhou para ela e para o cano do cano do brinquedo assassino que ela trazia nas mãos. -Eita porra, que porra é essa? -Acabou! Disse mais um monte de coisa e gastou toda sua gramática da ira contra o aspirante a defunto. Dizem alguns vizinhos que ela deu várias letras, mais ou menos, 85 letras e um disparo. O barraco virou um angu de sangue, deu até no notícias jugulares: “Morre nóia que batia na mulher”. A vizinha que lia a manchete olhou para o dono da banca e disse: -A morte desse verme foi um presente para o gueto. Periferia é periferia em qualquer lugar!

Justificativa

Queridos (as). Sábado tive problemas com a internet, os dois dias de chuva, quinta e sexta, aqui em Suzano, foram o suficiente para danificar o modem e o roteador do Centro Cultural Boa Vista, e a internet da minha casa está de recesso por conta de problemas da telefônica. Por isso, nesta semana, se eu deixar de publicar algum texto aqui, vocês já sabem. Saudações literárias!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Só sábado

Queridos amigos leitores, como vão?
Tô eu aqui em Suzano numa correria. Hoje e amanhã, quinta e sexta, estou trancado numa sala com 50 professores, o dia inteiro, ministrando uma oficina de incentivo à leitura.
Por isso só volto aqui no sábado pela manhã, com uma crônica falando de leitura.
Até lá.
Abraços... Sacolinha!!!

Dois cliques

Eu e duas leitoras no lançamento dos Cadernos Negros 31
Alessandro Buzo e eu na Loja Suburbano Convicto

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Buzo avisa

Vem ai o jornal que vai agitar a cena cultural
Breve mais informações, o numero 1 será em fevereiro/2009 e o jornal será mensal. Mais uma conquista da LITERARUA, tudo sobre Literatura, cinema, música. Haverá uma coluna com o escritor Sacolinha.
Editores: Alessandro Buzo e Alexandre de Maio

Eu respondo

Pediram para eu responder:
Pra mim, o que é (ou poderia, deveria ser/quero eu que seja)... Editora, personagens, circulação de livros e arte.
Seguem abaixo minhas respostas:
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EDITORA Ser escritor é algo estúpido. Muitos acham que ser produtor de histórias é algo inteiramente bom. Não é assim, infelizmente. Primeiro que escritor não é considerado uma profissão, já tentei e argumentei em vários lugares, mas não adianta, não está na lei. Certa vez estava recitando uma poesia em frente ao Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, para ver se conseguia chamar a atenção do público para dar uma olhada em meus livros, e quem sabe, comprar. Sabe o que ouvi? Uma mulher passou por mim e disse quase num resmungo: - Vai trabalhar vagabundo. Outra vez cheguei a Fortaleza, onde ia participar de um debate sobre Cultura. Na recepção do hotel tive que preencher uma ficha. Num espaço pediam a minha profissão, e lá coloquei todo orgulhoso: Escritor. Após entregar a ficha ao funcionário, aguardava ansioso a chave do meu quarto, precisava de um banho. Mas o atendente examinava a ficha e olhava pra mim com cara de desconfiado. Perguntei se tinha algo de errado e ele disse: O senhor não tem profissão? Por isso, quando muitas vezes alguém diz pra mim que é escritor eu digo em pensamento: - Grande coisa. A firma que o escritor trabalha é conhecida pelo nome de Editora. Geralmente essa firma recebe a produção de um escritor, analisa, e se for bom e propício para aquele momento, a editora paga uma pequena porcentagem ao autor. Isso, se o produto der certo no mercado. Mas o produtor das histórias não tem os benefícios de um trabalhador. Queria eu que as editoras funcionassem de fato como uma empresa que tem compromissos trabalhistas com seu funcionário. Ah, como seria bom ter um salário mensal, férias, décimo terceiro, FGTS, aposentadoria, cesta básica, folga e ser considerado um verdadeiro trabalhador. Acho que pelo menos assim seríamos considerados pessoas que têm uma profissão.
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PERSONAGEM Até hoje, de todos os personagens que criei em minhas histórias, não gostaria de ser nenhum deles. Tudo porque sempre coloco raiva quando invento um personagem. Meus conflitos viram pessoas literárias e sinto-me aliviado quando vejo uma criação andar sem mim. Isso porque às vezes o ódio é tanto que a ficção aprende a andar sozinha. Em alguns momentos chego a ter dó dos meus personagens pela vida que levam. São tantos “não” e “tropeços”, tantos pensamentos medíocres e idéias estranhas que tenho medo de que isso tudo seja do meu inconsciente. Afirmo o tempo todo que não é, para eu mesmo tentar acreditar. Falo que isso é criação mentirosa e que todo escritor é um bom mentiroso. Mente tão bem que faz leitor chorar, rir, se corroer por dentro, sentir dor, ir pra frente ou voltar pra trás. Acho que sempre judiei dos meus leitores quando se fala em personagem. Mas ainda tento criar um personagem diferente, um apenas, mas que esse um faça um grande estrago em quem conhecê-lo. Um personagem que arranque do leitor lágrimas de sangue, que acelere o seu coração, que perturbe os pensamentos, que faça guerra na paz, que faça um furacão por dentro, enfim, que traga tudo de ruim para o leitor, mas que ao fechar o livro, esse leitor seja e esteja uma pessoa melhor do que no início da leitura. Ainda sonho com esse personagem, só quando eu conseguir criá-lo é que estarei em paz comigo mesmo.
______________________________________________ CIRCULAÇÃO DE LIVROS Tenho cá comigo que o livro deveria ser de todos. Não adianta virem com o discurso demagógico de que todos têm acesso a esse objeto. Mentira. Os livros ainda não chegaram onde têm que chegar. Isso é mérito somente da coca-cola e da televisão. Penso, sou a favor e mexo-me para que os livros de literatura cheguem aos bares, igrejas, hospitais, bairros, favelas e zonas rurais. Todos têm direito a ler livros, sejam eles emprestados, comprados e até roubados. Sim, seria tão divertido ter pessoas que roubassem livros para benefícios próprios de enriquecimento mental. Na verdade não seria roubo, apenas desvio. Dessa forma os livros iriam realmente circular. Mas isso ainda está longe de acontecer, é só se perguntar: Se numa mesma rua tombam dois caminhões, um de cerveja e outro de livros, qual será o caminhão que as pessoas vão atrás?
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ARTE A arte é vida e morte ao mesmo tempo. É você tentar se encontrar e se perder no mesmo lugar e nas mesmas circunstâncias. Sempre carreguei comigo a idéia de que a arte é uma extensão de meu corpo e do meu pensamento. Sem ela talvez eu fosse um mero ser humano batendo cartão numa empresa de segunda a domingo, o dia inteiro, folgando uma vez por semana, jogando futebol, bebendo no bar da vila, pai de uns cinco ou sete filhos, brigando com a mulher e assistindo televisão, todo acomodado. Hoje sou o contrário disso tudo, mas confesso que às vezes seria melhor ser mesmo um assalariado acomodado e cheio de filhos. Com a arte eu me descubro a cada dia e fico com medo de quem eu sou e do que eu sou capaz. Sem a arte eu era muito mais sensível, mais ser humano e mais comum. Quando passei a ser e viver arte meu coração esfriou. Passo em frente a um mendigo caído ao chão e essa cena já não me comove mais. Antes eu nem ligava para os demônios que moram em minha mente, hoje já sofro com eles e tento exterminá-los a cada palavra escrita ou lida. Depois que a arte passou a ser uma extensão de meu corpo, fiquei com mais medo da vida, das pessoas e de mim mesmo. Morro de medo de ficar sozinho ou de ser trancado em um quarto escuro, abafado e sem janelas e portas. A arte me ensinou que as pessoas que sabem menos das coisas, sabem muito mais que eu.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

O livro está nas ruas!

Seja nos vidros dos carros...
no peito do leitor...
ou nas mãos dele...
Célio Turino segura a 1ª edição de 85 Letras e um Disparo

Leitores conferem uma entrevista comigo na revista Vida Simples

sábado, janeiro 24, 2009

Indicação de blogs

Queridos (as), hoje venho aqui somente para fazer a indicação de duas páginas na internet. Trata-se da Dalila Teles Vera e da Livraria Alpharrábio. Pai e Filho. É que a Dalila é proprietária dessa livraria que também é sebo e Centro Cultural. Lancei meus dois primeiros livros lá, em Santo André. O Graduado em Marginalidade foi lançado em dezembro de 2005 e o 85 Letras e um Disparo em setembro de 2006. Inclusive foi nesses dois dias que conheci o Zhô Bertolini e a Jurema Barreto da revista A Cigarra. Também conheci os amigos Hildebrando Pafundi, Edson Bueno de Camargo, o marido da Dalila e outros que não recordo os nomes. Eu linkei na lista dos blogs aqui dessa página, mas estou ressaltando neste post porque vale mesmo a pena. Então, não perca mais tempo e nem pague bobeira.
Acesse: dalilatelesveras.zip.net/ e http://blog.alpharrabio.com.br/

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Ficaram prontas!

Conforme prometido, chega amanhã mais 30 camisas com o logo "85 Letras e um Disparo". Edição limitada nas cores branca e preta, P, M, G e GG. R$ 15,00 (quinze reais). Interessados em adquirir a sua favor enviar e-mail com o pedido para: sacolagraduado@gmail.com

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Buzão!

Aos queridos internautas que não assistiram ao quadro Buzão - Circular periférico - especial fim de ano, comandado pelo apresentador Alessandro Buzo. Aí vai o vídeo do youtube. Várias espaços e pessoas importantes na cena cultural de São Paulo e Rio. É só clicar.

Entrevista

Ouça no link abaixo um trecho da minha entrevista para a rádio DS FM, onde eu falo da Coordenadoria Literária de Suzano e do Centro Cultural Boa Vista, ambos na minha responsabilidade.
http://74.86.174.158/linhafina/ds_fm/coordenadoria_dia12-01.mp3

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Último Sarau

Na última quinta-feira (15/01 - 19h) estive presente no Sarau Afro Mix promovido pelo Quilombhoje, e realizado na Casa de Cultura da Penha. Este evento é uma iniciativa inovadora que consiste na junção dos vários gêneros literários, entre eles poesia, conto, cordel, etc. Há ainda mini-palestras sobre vários temas ligados à questão racial com a participação de escritores e educadores. O próximo sarau está previsto para abril e com a presença da cantora Paula Lima. Fiquem ligados.
escritores: márcio barbosa e sacolinha
o homem do cordel
teve até capoeira
e música
joyce e sérgio ballouk
márcio abrindo o sarau
e o público
cosme nascimento, lia jones e seu filho tocando um som