Leitores conferem uma entrevista comigo na revista Vida Simples
segunda-feira, janeiro 26, 2009
sábado, janeiro 24, 2009
Indicação de blogs
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Ficaram prontas!
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Buzão!
Entrevista
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Último Sarau
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Até quarta-feira
Ser Pai...
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Hoje tem...
SARAU AFRO MIX
DIA 15/01 - 19h às 21h - Penha
Minipalestras:
- A Poesia Afro e o Rap
- Atualidade de Lima Barreto
- O 13 de maio e a poesia afro-brasileira
Participação: Joyce Cristina Rodrigues, Sergio Ballouk, Tico de Souza, Esmeralda Ribeiro, Helton Fesan, Márcio Barbosa e Sacolinha
Haverá também a participação especial da cantora Lia Jones, do rapper Raphão Alaafin e de Cosme Nascimento na percussão
Haverá uma roda de poemas. Leve seus textos.
Alguns poemas serão selecionados para fazer parte do livreto Sarau Afro Mix.
Data:
15 de janeiro de 2009, das 19h às 21h. Local: Casa de Cultura da Penha, Largo do Rosário, 20 – 3º andar. Entrada Franca.
Reprise - Provocações
terça-feira, janeiro 13, 2009
Navegação no Tietê
Gosto de ser fiel aos compromissos que assumo. Em dezembro passado, após navegar num trecho do Rio Tietê junto ao poeta e cordelista Denivaldo Araújo, resolvemos e firmamos que no primeiro domingo de janeiro iríamos navegar novamente. Só que desta vez, saindo de Mogi das Cruzes e indo até Itaquaquecetuba. O fato é que o primeiro domingo do ano amanheceu choroso e adiamos a aventura para o domingo seguinte. E neste dia (11/01 - às 8h30) embarcamos, eu, Denivaldo Araújo e o escritor Cákis.
Conforme prometi, aí estão as fotos. Mas não se empolgue com as primeiras belas imagens. a coisa está ruim para o nosso lado.
A viagem duraria cerca de 4 horas e remaríamos por cerca de 30 km, incluindo aí 3 paradas para assar a carne e tirar umas fotos em terra firme.
O caminhão deixou a canoa junto com o Denivaldo às 8h na ponte de Jundiapeba, distrito de Mogi das Cruzes, lá nos encontramos e às 8h30 jogamos a canoa n'água e embarcamos nela junto com uma centena de pernilongo.
A partir daí era só remo e tapa nos bichinhos que caiu de boca na nossa pele procurando algum lugar para chupar sangue. Eu e o Denivaldo fomos à frente comandando a canoa e para equilibrar, já que nós dois não dá o peso do Cákis que foi sozinho atrás, tirando algumas fotos e procurando flagrantes.
Quando os pernilongos sumiram, quando já tinhamos remado uns 4 km, quando já tinhamos clicado algumas fotos e feitos vários flagrantes nas costas das empresas que despejam seu lixo no rio, quando já tinhamos nos escondidos 3 vezes do helicóptero da marinha, enfim, quando a viagem começou a ficar boa, avistamos o pior lá na frente.
Assim como nos 3 trechos em Suzano que vimos em dezembro, onde o rio morria por conta das garrafas pets, galhos e troncos de árvores, corpos de animais e aguapés, nesse trecho encontramos uma barreira maior, e pior, que acabou com a nossa esperança de descer livre até Suzano.
Pra entender o que estou falando vou detalhar: temos o rio. Num determinado trecho desse rio alguns troncos de árvores encalham ao fundo, aí vem uns galhos e grudam nesses troncos formando uma barreira. Depois vem sacos de lixos, móveis, cachorros mortos e garrafas. Tudo parando na barreira e ajudando a fechá-la mais. E quando ela chega à superfície é a vez dos aguapés, que nascem e proliferam, e daí nasce e cresce até árvores.
Pronto, por aí o rio já não passa. Ele está morto nesse trecho. E o que acontece?
Ele procura as laterais para correr e continuar o seu percurso. Nisso vai criando outras margens e correndo por outros lugares nunca antes imaginados: fundos das empresas, lagoas, campos de futebol de várzea, até chegar às ruas e casas. Aí, já é tarde meus caros.
Voltando então para o momento em que tivemos que abortar a viagem. Tentamos procurar o outro trecho onde o rio fluía novamente, mas essa barreira tinha mais de 500 metros, cerca de meio quilômetro, e a canoa dessa vez era mais pesada. Até carregamos ela por uns metros, mas depois que encontramos o Seu Aníbal, que mora num terreno às margens do rio, e ele disse que dali há dois quilômetros o rio morria de novo e mais há frente de novo, desistimos de navegar, pois se insistíssimos, passaríamos o resto do dia navegando um pouco e carregando a canoa na margem e nunca chegaríamos à Suzano.
Então paramos ali mesmo e acendemos um fogo para fazer brasa e assar a carne, enquanto isso papeamos sobre muitos assuntos com o Seu Aníbal que cria gado, galinha, planta abacaxi e orquídeas, tudo ali na beira do rio.
Depois da carne, compramos 4 litros de leite (fresquinho) do Seu Aníbal e ganhamos dois ramos de orquídeas ainda com a raíz. Esse senhor ainda fez o favor de atravessar a gente para o outro lado, de onde ficou mais fácil para voltarmos na caminhada para casa.
Mesmo diante do acontecido ainda conseguimos repor as energias para esse ano, pegar muitas informarções que irão me ajudar na revisão final do meu romance ecológico "O homem que não mexia com a natureza", e ainda adquirir muita inspiração.
Faço isso por todos esses motivos e porque não sou escritor de gabinete, gosto de ir atrás do meu assunto.
Ainda temos mais imagens. Essas que vocês estão vendo são da minha máquina. O Cákis tirou outras na máquina dele e inclusive filmou alguns momentos, já que ele estava numa posição privilegiada e com as mãos abanando.
Essas fotos não estão na ordem, justamente para fazer você ler todo esse texto e só aí identificar os momentos.
Rádio DS FM
Diário de São Paulo
sábado, janeiro 10, 2009
Segunda na mídia
Eu e o Rio Tietê
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Imprensa
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Produção em massa
Curta essa dica!
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Camisa 85 Letras
terça-feira, janeiro 06, 2009
Nova matéria
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Crônica inédita
Por que escrevo*
Sempre acreditei que o ser humano precisa de uma válvula de escape para suportar os problemas. Alguns aproveitam os finais de semana indo à baladas, dançando e bebendo o tempo todo. Outros vão às compras consumir, alguns se drogam, outros descarregam seu estresse no ato sexual.
Na minha cabeça têm sempre duas opiniões distintas, pensamentos cruéis, dúvidas, imaginações mil, enfim, vivo em constante conflito comigo mesmo.
Para apaziguar esses demônios achei na escrita a minha válvula de escape. Mas escrevo também por outro motivo em particular.
Na minha infância sofri muito preconceito racial por ser negro. Sofri porque não sabia me defender, e achava que ser negro era errado.
Para completar a minha falta de auto-estima algumas cenas do meu dia-a-dia deixavam-me totalmente pra baixo.
Uma das atividades em sala de aula era colorir figuras. As professoras passavam o desenho pra gente e quando esse desenho era um ser humano, sempre via algum aluno pedindo o lápis de cor bege porque queria pintar da cor de “gente”. E eu ficava perguntando pra mim mesmo se “gente” era apenas bege.
Outro fator foram as histórias em quadrinhos que raramente tinham personagens negros ou da “cor preta”. Exemplo disso são os gibis da Turma da Mônica de Maurício de Souza. O único negro que eu conhecia na história era o Pelézinho, que só aparecia vez ou outra.
Os desenhos animados pra mim eram um grande desanimador, deixavam-me ruminado fatos e coisas com relação a heróis negros. Tinha um personagem que ficava forte de uma hora pra outra, crescia que até chegava a rasgar as roupas do corpo. Mas ele era verde.
Passava nessa época um seriado muito conhecido chamado “Os Trapalhões” onde os únicos negros que tinham era o Mussúm que só queria saber de samba e de beber cachaça, e o Tião Macalé, um ator que só aparecia quando o programa ia para o intervalo e dizia; “Ih, nojento, tchan” – e sorria sem os dentes da frente. Ele era banguela.
E pra completar a falta ou a má imagem do negro na sociedade, muitas vezes assistia novelas e filmes com meus tios e minha avó. O negro dificilmente aparecia, e quando isso acontecia era sempre em último plano.
Então, não escrevo apenas como uma válvula de escape, mas também como vingança. Quero criar meus próprios personagens e da minha forma de ver o mundo, como ele existe ou pode existir. Para preencher o vazio deixado por outros.
É por isso que escrevo.















